Como otimizar imagens para SEO

O Google não "vê" uma foto da mesma forma que tu — não reconhece automaticamente o que está na imagem nem porque é relevante para a página. Lê-a através de um punhado de sinais muito concretos: o nome do ficheiro, o texto alternativo, o peso, o formato e o contexto do texto que a rodeia. A maioria dos sites cobre um ou dois desses sinais e deixa o resto por tocar — que é precisamente onde está a margem de melhoria mais fácil de conseguir.
O peso da imagem é um sinal de posicionamento direto
Desde 2021 que o Google usa os Core Web Vitals como fator de posicionamento — e uma dessas métricas, o LCP (Largest Contentful Paint), mede quanto tempo demora a pintar-se o elemento visual maior da página, que na esmagadora maioria dos sites é uma imagem. Uma imagem pesada e não otimizada não só faz a página parecer mais lenta — piora diretamente uma métrica que o Google usa para decidir como posicionar essa página face a outras que carregam rapidamente. É a razão técnica pela qual "comprimir bem as tuas imagens" não é apenas uma boa prática de design, é SEO real e mensurável.
O nome do ficheiro importa mais do que parece
Um ficheiro chamado IMG_4821.jpg não diz nada a um motor de busca sobre o que está na imagem. Um ficheiro chamado tenis-running-azuis-nike.jpg já diz — é um sinal de contexto extra, gratuito, que muitos sites simplesmente ignoram porque carregam a foto tal como sai da câmara ou do telemóvel. Renomear o ficheiro antes de o carregar, com palavras descritivas separadas por hífenes, em minúsculas e sem caracteres especiais, é um passo de trinta segundos que o Google lê de facto.
O texto alternativo não serve só para acessibilidade
O atributo alt nasceu para descrever a imagem a pessoas que usam leitores de ecrã — e esse continua a ser o seu propósito principal, não convém perder isso de vista. Mas, como efeito colateral, é também o texto que o Google usa para perceber o que está na imagem quando não consegue "vê-la" com certeza — e é o que determina se a tua foto pode aparecer no Google Imagens, uma fonte de tráfego que quase ninguém otimiza de propósito. Um bom alt descreve a imagem de forma natural e específica, sem forçar palavras-chave que não descrevem de facto o que se vê.
Formato e peso: a parte técnica que se automatiza
WebP ou AVIF em vez de JPG, um tamanho em pixels ajustado ao espaço real onde a imagem é mostrada (não maior "por precaução"), e uma qualidade de compressão que não sacrifique peso sem ganho nenhum — as três alavancas com mais impacto real sobre o peso final, e as três que aSMALLIMG ajusta em simultâneo, num único passo, antes de carregares a imagem para o teu site. Se quiseres o detalhe técnico sobre quando usar cada formato, cobrimo-lo no guia completo de formatos.
A checklist rápida
- Nome de ficheiro descritivo, em minúsculas, com hífenes — não o nome que a câmara atribuiu.
- Texto alternativo específico e natural, não uma lista de palavras-chave forçadas.
- Formato WebP (ou AVIF, se o teu site o suportar) em vez de JPG por predefinição.
- Tamanho em pixels ajustado ao espaço real onde é mostrada — não a resolução completa da câmara.
- Qualidade de compressão no ponto certo — sem artefactos visíveis, sem peso a mais.
Otimiza o peso e o formato das tuas imagens antes de as carregares:faz isso aqui, no navegador, sem enviar nada para nenhum servidor.



